quinta-feira, 14 de maio de 2009

A verdadeira cor!

Negros choraram com anúncio de que o negro --(ops!) ou seria mulato ou afro-descendente ou quase branco-- Barack Obama foi eleito por voto popular como o novo presidente dos Estados Unidos. Após a eleição, o que se vê é o questionamento de vários grupos da sociedade enaltecendo ou não o fato de ele ser negro. É preciso, antes de entrar no assunto, esclarecer que os brancos também choraram de emoção com a vitória de Obama.
Se negros foram às lágrimas por verem na vitória do senador de Illinois o encerramento de uma história pesada de racismo nos EUA, brancos igualmente ficaram felizes por verem nele a chance de mudança após oito anos de um governo violento, cheio de erros, mentiras e que culminaram na maior crise financeira dos país desde o "crash" de 1929.

Todo mundo gosta do Obama. Os EUA elegeram Obama, o Brasil elegeria Obama. Até a famosa associação racista Ku Klux Klan deu um jeito de aceitar Obama, classificando-o como "metade branco". Isso é feio? Não, ao contrário, é ótimo ver que grupos radicais estão maquiando suas próprias idéias retrógradas para justificar sua aposta na mudança.
Obama pode ser da cor que as pessoas quiserem, contanto que esse homem que agora aparece como a grande esperança do "bolso do mundo" realmente consiga lidar com as questões que herdará de George W. Bush e suas gastanças em ações militares que não levaram a nada.
E se ele não conseguir? O que acontecerá com Obama? Será que ele se transformará em um tipo de camaleão que muda de cor mediante suas atitudes? Por exemplo, se ele resolver a crise financeira, continuará sendo ainda mais negro para os negros e um negro cada vez mais branco para os brancos? E se a crise financeira for tão profunda que as taxas de desemprego nos EUA, atualmente na marca de 6,1% (9,4 milhões de pessoas), puser mais gente na rua? Será que neste caso ele será visto como não tão negro pelos negros e mais negro para os brancos?

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